sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A arte de servir: Servindo com arte!

A ARTE DE SERVIR: Servindo com arte!

Servir é uma arte que poucos artistas cristãos demonstram quando estão fora de suas demandas artísticas, e por vezes, até mesmo dentro de sua área de atuação ministerial. Quem nunca viu um músico recusar a cooperar com a limpeza da igreja por quê não é a sua tarefa? Quem nunca viu uma dançarina sentar e cruzar as pernas enquanto as demais desesperadamente estão maquiando e vestindo umas as outras? Quem nunca viu aquele famoso “adorador” negar de ir aos trabalhos de assistência social por quê não é o seu ministério?
A minha dúvida é: Servo ou empregado? Já dizia Willian Shakespeare “Ser ou não ser, eis a questão”. Eu estava pesquisando sobre a divergências entre ser servo e ser empregado, nesse estudo, percebi sem complexidades as diferenças conceituais e práticas desses vocábulos. Ser empregado é aquele que trabalha em troca de alguma remuneração, exige seus direitos, em caso de horas extras ou a realização de tarefas que fogem da sua alçada há sérias reclamações, o seu relacionamento com o seu patrão é apenas profissional, sem uma relação de amizade. Contudo, ser servo segundo o dicionário Aurélio  “É aquele que não dispõe da sua pessoa, nem de bens, homem dependente de um senhor, que presta serviço a algo ou alguém sob domínio”. Ou seja, aquele que serve sem ostentação. Na prática, alguém com disponibilidade em seu coração sob direção e domínio de alguém superior a si.

Embora sejamos convocados, biblicamente, a sermos servos, o próprio Cristo diz somos mais empregados do que servos quando trata-se de reino, porque “somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever” (Lc 17:10). Nesse contexto, Jesus diz que somos servos dispensáveis, porque apenas fizemos a obrigação que nos cabia realizar, ou seja, desmonta qualquer suposição de mérito que o ser humano pense ter.
Em um documentário do Hillsong, um dos líderes lindamente afirmou “subimos ao palco para servir”. É interessante acentuar que ter o coração de servo é compreender que o seu Senhor sobrepõe ao seu talento, pois, antes de sermos bailarinos, cantores, atores, desenhistas, músicos, na verdade e no reino somos convocados a sermos servos; Cada um de nós deve exercer o dom que recebemos para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas (1Pe 4:10). Qual é o seu talento? Sirva a Deus; Saiu da proposta ministerial que é a sua? Sirva a Deus; Por que estão ordenando? Não, porque você O ama, é servo e não empregado!
Parafraseando as palavras do Pr. Jonas Madureira, o principio de ser servo é compreender que tudo o que eu faço é pra Ele, não ceder as chantagens e emoções das vaidades humanas, não tentar tirar proveito do ministério a fim de promover o nome, porque a propósito o servo é justamente ser submisso ao seu senhor, a alegria do servo está apenas em cumprir o que o seu senhor ordena, e isso é o suficiente!

Seja qual for o seu dom, dentro ou fora do seu ministério sirva a Deus com alegria, para isso fomos chamados! como em uma apresentação de teatro que seguimos o roteiro e direção do diretor; Isso lembra-nos que no reino de Deus não é tão diferente! como servos bons e fiéis devemos estar atentos, a fim de que por graça consigamos seguir as escrituras e diretrizes a qual Ele tem para nós. SIRVA!

Kelly Gonçalves

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Ser intenso...Ser constante!

Ser intenso...Ser constante!

Ontem no feriado do dia 07 de setembro eu estive em uma conferência de jovens na igreja Batista e um pastor de Curitiba estava ministrando. Durante a sua pregação, o mesmo fez a seguinte declaração “Ser constante é muito mais importante do que ser intenso”, essa frase me fez refletir por algum tempo, porque pra mim foi descrito alguns ideais particulares que eu não conseguiria conceituar em apenas uma frase.
Ser intenso, ter vigor, ser energético em contexto de igreja nunca foi algo errado, mas a intensidade não pode ser desvinculada ao ser constante, pois a Espiritualidade não acaba as segundas-feiras após o evento. Não tem a ver com “esfriar a chama” se não fluir algo extraordinário todo mês na igreja, tem a ver com compreender que o mesmo Deus que opera nos congressos/conferências/Seminários é o mesmo Deus que se revela no secreto dos nossos quartos com a mesma paixão.
O rei Davi representa muito bem as duas figuras do ser intenso e ser constante, em II Samuel capítulo 07 presenciamos o plano delineado na cabeça do rei com o intuito de empreender um templo para agregar a arca da Aliança, contudo, o projeto fora anulado por Deus, a sua constância é revelada em sua oração a partir do versículo 18 após receber a resposta negativa ”...Tu conheces bem o Teu Servo, ó Senhor Deus”.
E se não houver novos empreendimentos? E se não houver eventos? E se tudo der errado no dia da conferência? E se você não ministrar? E se vier o dia mau e as tentações diárias? E se a sua referência de adorador/pregador falhar? Na segunda como você vai estar?
Nos últimos anos notam-se uma avalanche de movimentos gospel surgindo pelo Brasil carregando multidões apaixonadas vivendo de eventos em eventos, no entanto, por vezes, muitos não sobrevivem espiritualmente, porque são alimentados pelo vigor do acontecimento, mas nem sempre instruídos a luz da palavra com o fim de consolidar a fé para permanecerem constantes em Deus.

Paulo afirma: Seja FIRME E CONSTANTE, sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que o vosso chamado não é vão no Senhor (1 Co 15:58). O apóstolo também afirma nas cartas aos Efésios: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer INABALÁVEIS (Ef. 6:13).

Revistam-se das armaduras! Seja intenso sim, mas preocupem-se mais em ser constante. Somente Nele que seremos inabaláveis, somente Nele que teremos equilíbrio, Somente Nele que quando o vigor chegar ao fim permaneceremos fortes!