(Série)
Planejamento de um departamento de artes: Discipulado.
Na
minha infância, eu escutava com frequência uma canção cujo nome é “Soldado
ferido” do cantor Junior, pensando nesse personagem "o soldado" que a música narra, me veio a mente o treinamento que esses homens tem antes de irem a guerra. Pois, nenhum soldado é enviado em uma missão sem antes ser
preparado em suas defesas e ataques contra os inimigos.
Segundo os filmes, reportagens e amigos, esses guerreiros antes de irem a guerra são ensinados a utilizar as suas armas, as estratégias de guerra,
recursos de sobrevivência, etc; se os que já são preparados para a
guerra sofrem feridas, imagine aqueles que não sabem se quer segurar uma arma?
Se não houver esse treinamento, dificilmente, sairão com vida do campo de
batalha.
O
discipulado é como esse treinamento, prepara o individuo a luz das escrituras
para “serem fortalecidos no Senhor e na
força do seu poder, pois quando vir o dia mau esses soldados permaneçam inabaláveis
(Ef. 6:10, 13); O artista cristão que não é discipulado tem um crescimento espiritual
superficial, já dizia John Stott “Crescimento sem profundidade”.
Alguns dizem que
estamos vivendo no tempo de restauração ou o retorno das artes no contexto eclesiástico,
como se o crescimento numérico dessa expansão artística fosse sinônimo de estar
bem. Queremos ver os ministérios “abarrotados” de pessoas que se encontraram na
arte cristã, porque é bonito! É belo! Atrai jovens! É uma evangelização visual!
Mas, pouco fala-se de preparo antes de EXPOR esses artistas.
Ando percebendo que na mesma
proporção que cresce o número de ministério de artes nas igrejas, cresce também o
número de artistas cristãos rasos espiritualmente, sem conhecimento da palavra
e discipulado.
Já ouvi um líder das artes cristã que influencia muita gente
dizer que “Não tem tempo para o discipulado, a pessoa entra no ministério
precisa já estar pronto para a guerra”, diga-se de passagem que o recurso para
adentrar em sua equipe são as audições técnicas, as espirituais são pouco valorizadas
desde que o candidato seja um ótimo artista. De verdade, Preocupo-me com os seus seguidores,
pois muitos formam pessoas para seguir a si mesmo e não a Cristo.
No livro “O discípulo radical”
de John Stott diz: “Nada é mais importante para um discipulado cristão maduro
do que uma visão renovada, clara e verdadeira do Jesus autêntico...Quanto mais
pobre for o nosso conceito de Cristo, mais pobre será o nosso discipulado. E
quanto mais rica for nossa visão de Cristo, mais rico será o nosso discipulado”.
O discipulado é fundamental
em um departamento de artes, se você tem se importado mais com as ministrações
do que ser ministrado, se você tem se importado mais com a técnica do que ter um discipulado sólido, se você como líder não tem aprofundado em seus estudos
acerca da palavra para preparar a equipe, se você como líder tem feito com
que seus liderados se pareça com você e não com Cristo, está incoerente com a palavra de Deus! O departamento será exposto, ou seja, irá para o campo de batalha e morrerão por
falta de preparo espiritual, “Não deixe o soldado ferido morrer”.
Ao planejar os afazeres do
departamento de artes da sua igreja, priorize o discipulado! Pois, Antes de
qualquer ministério, Cristo nos chamou para sermos discípulos!
Kelly Gonçalves

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