quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

ARTE NA IGREJA: Vocação ou ocupação?


ARTE NA IGREJA: Vocação ou ocupação?


- Olá moça, seja bem vinda a nossa igreja. - Afirmou irmã Maria.
- Olá a paz. Obrigada! – Respondeu Bia.
- Como já te disse, vou te apresentar a Fernanda líder o ministério de arte da igreja. Acho que vai ser muito bom você conhecê-la e quem sabe até entrar no ministério. – Disse a irmã Maria indo em direção a Fernanda.
- Fernanda, essa é Carol, ela é nova na nossa igreja. – Disse irmã Maria.
- A paz Carol, que legal! seja bem vinda! Olha, a gente tem uma equipe grande que trabalha com arte, nesse ministério todos os jovens e adolescentes da igreja estão participando, vai ser legal você entrar pra interagir com eles, se quiser os nossos ensaios são aos sábados a tarde. – Disse Fernanda.
- Nossa que legal! Mas, aos sábados a tarde eu faço curso. Não vai dar. – respondeu Bia.
- Mas, tem a equipe de louvor da igreja também, eles ensaiam aos domingos de manhã. – afirmou a irmã Maria.
- Mas eu nem canto kkkkk. – Disse Bia

- A gente aprende de tudo aqui. O importante é você se envolver. – respondeu Fernanda.

Uma história simples, mas é um pensamento comum em muitas igrejas! O ministério de louvor, dança, e teatro nunca foram sinônimos de segurar “ovelhas”, especificamente, jovens! Afinal, não é um departamento para jovens, é um ministério para VOCACIONADOS A ARTE como o da pregação, diaconato, pastoreio, liderança, etc.
Vocação ou ocupação? Quando pensei nesse subtítulo é justamente para refletirmos sobre a nossa mentalidade acerca a infiltração de pessoas que não tem a vocação nos ministérios com artes da igreja. Ou seja, elas participam dessas equipes simplesmente por uma ocupação eclesiástica, ou por status, ou por admirarem essa área, ou as encaixam nesses ministérios pelo medo de “perder o membro para o mundo”. Vamos lembrar algo importante “ARTE É VOCAÇÃO”, no reino de Deus não é diferente “ARTE É CHAMADO”, e ouso dizer que não é para todo individuo.
Após a recuperação da arca da aliança e construção do estabelecimento para comportá-la. Davi delegou algumas funções (1Cr. 15), isto é, analisando o texto percebe-se que uns eram cantores, outros instrumentistas, alguns tocavam harpas, outros regentes dos cantores, outros porteiros e assim por diante. Cada um na sua devida função. 
Quanto a você: Qual a sua função? Qual a sua vocação? Qual a sua convicção? Qual é o seu chamado? Se você está em um departamento de louvor, dança e teatro, está no mesmo por uma ocupação ou por vocação?
Quando entendemos que ministério não é plano de carreira os holofotes voltam-se ao sentido real da nossa existência “Deus”, e aprendemos que seja qual for a função, na cozinha ou no louvor, com as crianças ou dançando, pregando ou decorando, tudo coopera para o bem comum do corpo e, principalmente, a manifestação do primogênito “Cristo”; Como Paulo declara “Há diferentes tipos de dons, mas o Espirito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o Mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em Todos” (1Co 12: 4-6). Isso é Reino de Deus! Diferentes funções mas com o mesmo propósito “Glorificar a Deus”.
Por isso, na dúvida, a oração, a bíblia e a orientação de alguém maduro direciona-nos a convicção do nosso verdadeiro chamado.


 
Kelly Gonçalves

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