quinta-feira, 8 de março de 2018

Arte como evangelismo: Ministrando fora das quatro paredes da igreja.



Arte como evangelismo: Ministrando fora das quatro paredes da igreja.

Ir para as ruas com a equipe de arte nunca foi uma tarefa tão simples para algumas igrejas; O ajuntamento de pessoas, a data, o local, o propósito, a estratégia, por vezes são planejadas durante o ano todo, e mesmo com os recursos milimetricamente organizados acontece, algumas vezes, do departamento não executar a missão.
 Em contraste, outras igrejas enviam os seus ministros na arte com muita frequência, agrupam a equipe e mais alguns voluntários da igreja e vão ás ruas, ás vezes sem estratégia, sem preparação espiritual de todos, ou só para expressar que “crente não é careta” ou que “são loucos por Jesus”.
São extremos que precisam ser recapitulados. Na minha igreja, por exemplo, temos a cautela de enviar os nossos artistas as ruas, o que não quer dizer que não o fazemos, mas, trabalhamos com o preparo espiritual durante um tempo antes da exposição destes. Essa intervenção ocorre, não pelos perigos existentes nas ruas, não pelas pregações por meio da arte, não por anularmos a visão de missões urbanas, mas, por nos preocuparmos com a espiritualidade dos ministros envolvidos nesses trabalhos evangelísticos.
Não é fácil ter esse equilíbrio entre o preparo espiritual/estratégico do artista cristão e missões urbanas. O missionário Jesus, por exemplo, antes de falar o “IDE” treinou os discípulos durante três anos, a bíblia também afirma que Jesus orou durante horas para a escolha das pessoas especificas pra essa missão (Lc 06: 12-16), isto é, tudo começa nos joelhos dobrados.
 Reconheço a necessidade de evangelismo fora das quatro paredes eclesiásticas, até porque é incumbência Divina; Sim, devemos entregar os convites para as bodas do cordeiro aos lugares com o público mais vulnerável socialmente assim como nos contextos com mais difícil acesso ao cristianismo. Contudo, enviar os ministros na arte para as ruas sem treinamento anteriormente é como enviar soldados a guerra sem que os mesmos saibam usar as armas que tem.
A paixão por Jesus, a preparação espiritual, e a estratégia missionária tem a necessidade de caminhar de mãos dadas. Porque se eu estou preparada espiritualmente e com estratégia missionária, a paixão por Jesus não será apenas uma euforia efêmera podendo aguardar o calendário. Se eu estou apaixonada por Jesus e tenho preparação espiritual para tal trabalho evangelístico não seremos tão ignorantes ao ponto de dispensarmos as técnicas para abordar o individuo nas ruas, pois, temos a visão que essa estratégia é necessária para o avanço do reino. E se temos a paixão por Jesus e a estratégia missionária, mas, não temos o preparo espiritual, somos instigados a agir por impulsos emocionais cheios de estratégias nas mãos, contudo sem as armaduras espirituais que o apóstolo Paulo indica (Ef. 6:10-20).
Portanto, o evangelismo é importante, a arte como evangelismo é essencial, ministrar fora das quatro paredes é convocação! Mas, não se esqueça de que o preparo e a estratégia são fundamentais na vida daqueles que amam a missão de Jesus, assim, não comprometendo a espiritualidade dos mais fracos na fé que não estão preparados o suficiente para falar sobre a obra da cruz aos mais diversos públicos. Como liderança ou não, que sejamos guiados por Deus e pelo discernimento que é gerado por meio da oração.

Kelly Gonçalves