Arte
como evangelismo: Ministrando fora das quatro paredes da igreja.
Ir
para as ruas com a equipe de arte nunca foi uma tarefa tão simples para algumas
igrejas; O ajuntamento de pessoas, a data, o local, o propósito, a estratégia,
por vezes são planejadas durante o ano todo, e mesmo com os recursos milimetricamente
organizados acontece, algumas vezes, do departamento não executar a missão.
Em contraste, outras igrejas enviam os seus
ministros na arte com muita frequência, agrupam a equipe e mais alguns
voluntários da igreja e vão ás ruas, ás vezes sem estratégia, sem preparação
espiritual de todos, ou só para expressar que “crente não é careta” ou que “são
loucos por Jesus”.
São
extremos que precisam ser recapitulados. Na minha igreja, por exemplo, temos a
cautela de enviar os nossos artistas as ruas, o que não quer dizer que não o
fazemos, mas, trabalhamos com o preparo espiritual durante um tempo antes da
exposição destes. Essa intervenção ocorre, não pelos perigos existentes nas
ruas, não pelas pregações por meio da arte, não por anularmos a visão de
missões urbanas, mas, por nos preocuparmos com a espiritualidade dos ministros
envolvidos nesses trabalhos evangelísticos.
Não
é fácil ter esse equilíbrio entre o preparo espiritual/estratégico do artista
cristão e missões urbanas. O missionário Jesus, por exemplo, antes de falar o
“IDE” treinou os discípulos durante três anos, a bíblia também afirma que Jesus
orou durante horas para a escolha das pessoas especificas pra essa missão (Lc
06: 12-16), isto é, tudo começa nos joelhos dobrados.
Reconheço a necessidade de evangelismo fora
das quatro paredes eclesiásticas, até porque é incumbência Divina; Sim, devemos
entregar os convites para as bodas do cordeiro aos lugares com o público mais
vulnerável socialmente assim como nos contextos com mais difícil acesso ao
cristianismo. Contudo, enviar os ministros na arte para as ruas sem treinamento
anteriormente é como enviar soldados a guerra sem que os mesmos saibam usar as
armas que tem.
A
paixão por Jesus, a preparação espiritual, e a estratégia missionária tem a
necessidade de caminhar de mãos dadas. Porque se eu estou preparada
espiritualmente e com estratégia missionária, a paixão por Jesus não será
apenas uma euforia efêmera podendo aguardar o calendário. Se eu estou
apaixonada por Jesus e tenho preparação espiritual para tal trabalho
evangelístico não seremos tão ignorantes ao ponto de dispensarmos as técnicas
para abordar o individuo nas ruas, pois, temos a visão que essa estratégia é
necessária para o avanço do reino. E se temos a paixão por Jesus e a estratégia
missionária, mas, não temos o preparo espiritual, somos instigados a agir por
impulsos emocionais cheios de estratégias nas mãos, contudo sem as armaduras
espirituais que o apóstolo Paulo indica (Ef. 6:10-20).
Portanto,
o evangelismo é importante, a arte como evangelismo é essencial, ministrar fora
das quatro paredes é convocação! Mas, não se esqueça de que o preparo e a
estratégia são fundamentais na vida daqueles que amam a missão de Jesus, assim,
não comprometendo a espiritualidade dos mais fracos na fé que não estão preparados
o suficiente para falar sobre a obra da cruz aos mais diversos
públicos. Como liderança ou não, que sejamos guiados por Deus e pelo discernimento que
é gerado por meio da oração.
Kelly
Gonçalves


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