segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O problema da autossuficiência do artista no reino!

O PROBLEMA DA AUTOSSUFICIÊNCIA DO ARTISTA NO REINO


Eu iniciei a minha vida no mundo das artes ainda criança em contexto eclesiástico, passaram-se alguns anos e obtendo algumas experiências, ainda na adolescência tive a necessidade de entrar em uma academia para aprimorar meus conhecimentos técnicos, e por lá fiquei por praticamente 7 anos dedicados intensamente á técnica, passei por algumas escolas em alguns estados diferentes, observei detalhadamente o projeto politico pedagógico de cada uma, a sua filosofia e estímulo, já que tenho planos nesse contexto. Tive diversos professores (as), com recursos e didáticas diferentes. Sempre achei as minhas convicções ministeriais e teológicas muito fortes, ao ponto de pensar que certos apelos dos profissionais da área não me persuadiriam e no final de tudo percebi que estava mais envolvida do que pensava estar, até que a tempo o Senhor me despertou e trouxe-me de volta.
Durante esse tempo, fui bombardeada com várias projeções: " seja a melhor, seja autoconfiante, seja a razão dos aplausos da plateia, supere o seu amigo, brilhe, seja crítico, você é boa, etc." Possivelmente, quem vive a essa realidade entende bem essas afirmações. Já presenciei artistas ficando neuróticos, já presenciei artistas perdendo o casamento, já presenciei artistas sendo indiferentes com outros que estão começando no ramo, já vi professores estimulando a arrogância e soberba de seus alunos (as), já vi professores que queriam que os seus artistas vivessem em função dele, não importando para os seus afazeres extras, etc. Esse é o mundo da arte secular, em que a maioria das academias (algumas até mesmo cristãs) estimulam esses conceitos da autossuficiência do artista, e detalhe, se o músico, bailarino, ou ator é dedicado, gosta e tem o talento é imergido nesse contexto, por vezes sem perceber!
Nos padrões do mundo, a autossuficiência funciona bem! Mas no reino de Deus, a bíblia condena! Pois, a mesma gera um sentimento que leva ao orgulho, soberba, e presunção... E essa altivez é abominável aos olhos do Senhor (Pv. 16:5). A palavra nos diz que Deus resiste aos soberbos (I Pe 5:5).
Como tem sido comum, dentro de nossas igrejas músicos, dançarinos, cantores, atores que têm esse coração presunçoso. Sabe que são bons, amam a ideia de que o ministério precisa deles e que quando eles estão as coisas fluem muito melhor tecnicamente, tem performance, têm criatividade, tem boa oratória, e têm consciência de tudo isso, mas e o coração? Está longe de Deus!
Já vi ministros de louvor, dança, teatro zombando de outros ministérios por não ter o desempenho que o ministério do mesmo tem. Já vi líderes colocarem no ministério pessoas muito boas tecnicamente, mas totalmente sem preparo espiritual e sem um discipulado. Já vi cantores saírem de ministérios de louvor por não receber mais os solos. Já vi pessoas de renome da área artística cristã que disseram que não tem tempo para discipulado. O que os diferencia das artes secular? Fora da igreja as pessoas vão aos espetáculos de dança como críticos, fora da igreja entram na equipe quem é o melhor, fora da igreja você precisa ser a estrela! E por que isso tem ocorrido dentro das igrejas com frequência? Onde foi que eles se perderam? Perderam-se quando a proposta terrena tornou-se muito mais valiosa do que o propósito eterno.
Estamos no mundo, mas como o próprio Cristo afirmou: “...não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” (Jo 17:14). Preocupo-me tanto com a geração de artistas que estão sendo formadas há alguns anos, transbordando em técnica e modismo, e vazias da palavra de Deus e sua presença.
O processo de transformação de artistas com essa cultura é doloroso, e exigem do líder muita paciência, discipulado, oração, e firmeza nas escrituras, pois a mesma claramente diz "Mas agora vos gloriais em vossa presunções: Toda glória tal como esta é maligna (Tg 4:16)”; a arrogante pretensão é um pecado como qualquer outro, e é só o Espirito que convence o homem do pecado e do Juízo!
Nós, que executamos a arte no reino, somos bombardeados a todos os instantes com propostas autossuficientes, que coração pretensioso é o nosso!  Só venceremos essa fraqueza com uma vida de consagração contínua e mortificação da nossa carne diariamente!
Pois, por mais belos sejam as nossas expressões artísticas, como bem disse Isaías, nossas ações não passam de trapos de imundícia (Is 64:6), E Paulo vai dizer: "que tens tu que não tenhas recebido? E se o recebeste, porque te glorias, como se não o houveras recebido? (I Co 4:7)". Tudo o que temos é por graça Divino! Finalizo essa coluna com um trecho da música do "Os arrais":
“Eu voltaria atrás
Pra tentar me avisar
Que o caminho será escuro
Mas que Cristo é a luz do mundo
Deixe ele te falar quem você é
Que a palavra te desfaça
Que te afogue em tua graça
Só a cruz esconderá quem você não é".

Kelly Gonçalves

Palavras de Noland

Um caso sério com Davi!

UM CASO SÉRIO COM DAVI


"E Davi disse ao filisteu: "Você vem contra mim com espada, com lança e com dardo, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou.Hoje mesmo o Senhor o entregará nas minhas mãos, e eu o matarei e cortarei a sua cabeça. Hoje mesmo darei os cadáveres do exército filisteu às aves do céu e aos animais selvagens, e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Todos que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor, e ele entregará todos vocês em nossas mãos". (1 Sm 17:43-47)

Eu sempre vi Davi como um Jovem fora dos padrões estabelecidos naquele período. O seu chamado foi improvável até mesmo para o profeta que o ungiu, a sua aparência, o seu trabalho, as suas reações eram diferentes comparado aos seus irmãos, era um jovem musicalmente talentoso, e com uma coragem e ousadia absurda etc.
As vezes eu me pergunto se Davi criou expectativas com a sua vocação que era ser o futuro rei do povo de Deus (bom mas essa é outra reflexão).
Após ser ungido, Davi deixou o rebanho e fora levar alimentos aos seus irmãos que estavam na guerra. E então se deparou com o desafio do gigante que instigou ainda mais a sua coragem, talvez uma ousadia que nunca havia sido manifestada antes, até mesmo pelo fato do seu irmão se escandalizar e dizer: " Porque desceste aqui?...bem conheço a tua presunção e a tua maldade" (V. 27) talvez pelo fato de ter visto como em um espelho a sua covardia, o pequeno reagindo como guerreiro e o guerreiro reagindo como alguém pequeno (essa também é outra reflexão).
Davi foi convocado pelo rei, que se assustou ao ver que era "um moço" (V. 33), mesmo nessas condições ofereceu os seus recursos, as suas armas, talvez porque não tinha outra opção, por não haver ninguém a disposição de enfrentar o gigante.
Contudo, Davi tinha algumas experiências e as suas armas pessoais, assim como já possuía habilidades com as mesmas, não se encaixando novamente nos requisitos que um guerreiro deveria ter.
E então Davi se encontra frente a frente com o gigante, pela primeira vez um desafio público, e com armas e habilidades tão pequenas aos olhos dos que estavam presente.
Aí chegamos no clímax de umas das narrativas mais marcantes da história de Davi. A sua resposta ao gigante.
Hoje, o que me marca nessa resposta de Davi é o fato de que ele tinha habilidades, tinha suas experiências, porém, por mais que ele tivesse recursos e recursos incomuns, ele era consciente de que não eram os recursos, não era a sua habilidade, não era a sua vocação, era Deus.
O que vai garantir o bom êxito na sua vida não são apenas as suas experiências, habilidades, coragem, vocação, é Deus.
Davi deixa muito claro a razão da sua força. Davi entende que o protagonista da sua história não é ele, e sim Deus.
Tudo inicia e termina em Deus. Tudo o que se conquista, assim como o que se perde é por meio Dele, por Ele e para Ele.


Kelly Gonçalves

O dualismo nas expressões artísticas

O DUALISMO NAS EXPRESSÕES ARTÍSTICAS

A música, o teatro, a dança são expressões artísticas cada vez mais comuns no contexto eclesiástico. Embora, observa-se que uma boa parte desses departamentos não tem consciência do conteúdo bíblico a ser exposto em suas ministrações.
Possivelmente, muitos dos que atuam nessa área artística em algum momento da sua caminhada ministerial tenha cantado, dançado ou atuado algo que pendia para o dualismo religioso. Ou no mínimo, você já tenha presenciado uma peça que havia luta entre Jesus e satanás, uma dança que uns vestiam de branco e outros de preto e expressavam essa batalha, ou quem sabe uma música que entoava algo a respeito disso. Pois é, isso é uma herança da idade das trevas!
Mas, o que é o dualismo religioso? De forma resumida, é um conceito religioso e filosófico que afirma a existência de dois fatores opostos entre si, duas forças "o bem e o mal", ou seja, o dualismo cristão é uma espécie de defesa que afirma que Deus mede forças com satanás, mas é isso mesmo produção? Biblicamente, Deus é soberano e governa sobre todas as coisas, em Isaias está escrito:Eu sou Deus, e não há nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu” (Is 46.9). Ed Rene Kivitz vai dizer: "Quando a questão é disputa entre espíritos fortes e fracos para ver quem controla quem, o espirito de Cristo é insuperável". (KIVITZ, vivendo com propósito, pg 169).
As expressões artísticas estão carregadas de supervalorização a Satanás, e pouca Deidade de Cristo. A que Deus/deus temos pregado em nossa arte?
Sim, já tive experiências que me trouxeram muito pânico e pavor como diz o próprio Kivitz "só deixei de evitá-las como o diabo foge da cruz, me associei a própria cruz". Sim, já fiz pantominas, já cantei, já dancei muitas vezes canções que traziam essa "guerra de Espíritos", mas quando comecei a ter discernimento bíblico e conhecimento das sagradas escrituras, então disse "voltemos ao evangelho".

As artes na igreja precisam voltar ao evangelho "Simples e puro", e expressar a Deus como Ele é, e detalhe, a luz da sua própria palavra.

Kelly Gonçalves