(Série)
Planejamento de um departamento de artes: DELEGANDO FUNÇÕES!
No decorrer dos anos que atuo na área de
artes na igreja, tenho me deparado com vários tipos de líderes, mas confesso,
que o que mais me preocupa são aqueles que têm a famosa síndrome de "super-homem", são perfeccionistas e trabalhadores compulsivos, esses líderes costumam confiar
apenas em seu trabalho, ou seja, tem o controle do departamento totalmente centralizados em si. O medo de perder o domínio de cada detalhe do
ministério e não obter os resultados com a perfeição que exigi geram esses conflitos em dividir ou não as funções da equipe. Rubens Muzio vai afirmar:
"Em muitos cursos
que ministro, faço duas perguntas aos participantes:
1º) Por que as
pessoas não gostam de delegar tarefas?
- O líder não sabe
como delegar;
- O líder não sabe
o quê delegar;
- O subordinado é
incompetente;
- O líder
está preocupado com a possibilidade de o seu subordinado o obscurecer;
- O líder pode
fazer melhor;
- O líder pode fazer mais rápido;
- O líder está
inseguro quanto às suas responsabilidades;
- O líder não pode
assumir o risco de que o seu auxiliar fracasse na tarefa;
- O líder não tem
mais nada a fazer;
- O líder tem
um complexo de “super-homem”, é um workaholic, trabalhando
compulsivamente;
- O líder não tem
clareza quanto aos seus objetivos;
- O líder não
consegue olhar para o quadro geral.
2º) Por que as
pessoas não gostam de aceitar as tarefas delegadas?
- O líder vai
acabar ficando com o crédito;
- O auxiliar não é
recompensado por uma tarefa bem realizada;
- O auxiliar tem
medo de errar e medo de que isso cause a perda do seu emprego;
- A tarefa
delegada é insignificante e não traz desafios;
- Nada vai
acontecer se o subordinado não realizar a tarefa;
- O líder não sabe
como delegar;
- O auxiliar não
recebe a autoridade necessária para completar a tarefa;
- A delegação só
faz aumentar a carga de trabalho;
- O auxiliar não
compreende a delegação;
- O líder não sabe
o que quer;
- O auxiliar não
consegue ver o quadro geral que lhe motivaria a aceitar mais trabalho;
- O auxiliar quer
que seu líder fracasse".
(Muzio, Rubens)
(Muzio, Rubens)
A lista de respostas sobre as razões do fracasso da distribuição de tarefas são extensas. Os líderes com essas dificuldades levam um tempo para abrir mão de todo poder e perfeccionismo para entender que o ato
de delegar funções é indispensável em um ministério, e acima de tudo BÍBLICO. Um
texto bastante conhecido e prático que podemos extrair sobre a importância de
dividir as responsabilidades é do diálogo de Moisés e seu sogro Jetro:
“O sogro de
Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo
que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes
fazer”.
Sabiamente, o sogro de Móisés o aconselhou
que dividisse as suas funções, pois o mesmo estava desgastando-se em vão e
orientou que ele escolhesse com prudência homens confiáveis e capazes de ajuda-lo
com o povo de Deus (v.21). O próprio Cristo sabia que poderia ir muito além
distribuindo as tarefas com os seus discípulos. Ele mesmo enxergou capacidade
em coletores de impostos e pescadores e os transformou em grandes oradores e
pregadores da palavra. Quando se trata de igreja, o seu ministério não diz a
respeito de você e sim do reino, e no reino fomos chamados para fazer discípulos!
É desafiador delegar funções não apenas pra
si, mas pra todos aqueles que se envolvem com as novas responsabilidades, essas
oportunidades motivam a participação ativa de cada componente. Quero expor
algumas dicas importantes para que isso seja desenvolvido:
- Ore a Deus e trabalhe em sua percepção.
- AOS POUCOS, distribua pequenas responsabilidades
para ver como vão ser realizadas.
-Seja flexível.
-Acompanhe de perto o futuro cooperador.
- Não se esqueça do feedeback para orientar e
valorizar o seu liderado.
- Lembre-se: Distribuir as tarefas é
completamente diferente de transferi-las!
Inclua em seus planejamentos pessoais a compreensão de que não podemos e não devemos fazer tudo
sozinhos! Pois, o tempo todo estamos cercado de pressões, conflitos, decisões,
programações etc. E inclua também no planejamento do ministério a necessidade de formar discípulos e treinar novas pessoas não apenas para cooperar com o ministério, mas também dar continuidade a obra se preciso for! Em
Cristo e aprendendo com as escrituras precisamos crescer para melhorarmos em
nossa capacidade de delegar funções e despertar potenciais para o reino!
Finalizo com as palavras de Muzio novamente: “A conscientização e correta aplicação da arte da delegação poderá ajudar
você, meu amigo líder, a compartilhar sua carga ministerial, bem como sentir-se
mais saudável física, emocional e espiritualmente. Experimente!”
Kelly Gonçalves

