terça-feira, 24 de janeiro de 2017

(Série) Planejamento de um departamento de artes: DELEGANDO FUNÇÕES!

(Série) Planejamento de um departamento de artes: DELEGANDO FUNÇÕES!

No decorrer dos anos que atuo na área de artes na igreja, tenho me deparado com vários tipos de líderes, mas confesso, que o que mais me preocupa são aqueles que têm a famosa síndrome de "super-homem", são perfeccionistas e trabalhadores compulsivos, esses líderes costumam confiar apenas em seu trabalho, ou seja, tem o controle do departamento totalmente centralizados em si. O medo de perder o domínio de cada detalhe do ministério e não obter os resultados com a perfeição que exigi geram esses conflitos em dividir ou não as funções da equipe. Rubens Muzio vai afirmar:

"Em muitos cursos que ministro, faço duas perguntas aos participantes:
1º) Por que as pessoas não gostam de delegar tarefas?
- O líder não sabe como delegar;
- O líder não sabe o quê delegar;
- O subordinado é incompetente;
- O líder está preocupado com a possibilidade de o seu subordinado o obscurecer;
- O líder pode fazer melhor;
- O líder pode fazer mais rápido;

- O líder está inseguro quanto às suas responsabilidades;
- O líder não pode assumir o risco de que o seu auxiliar fracasse na tarefa;
- O líder não tem mais nada a fazer;
- O líder tem um complexo de “super-homem”, é um workaholic, trabalhando compulsivamente;
- O líder não tem clareza quanto aos seus objetivos;
- O líder não consegue olhar para o quadro geral.
2º) Por que as pessoas não gostam de aceitar as tarefas delegadas?
- O líder vai acabar ficando com o crédito;
- O auxiliar não é recompensado por uma tarefa bem realizada;
- O auxiliar tem medo de errar e medo de que isso cause a perda do seu emprego;
- A tarefa delegada é insignificante e não traz desafios;
- Nada vai acontecer se o subordinado não realizar a tarefa;
- O líder não sabe como delegar;
- O auxiliar não recebe a autoridade necessária para completar a tarefa;
- A delegação só faz aumentar a carga de trabalho;
- O auxiliar não compreende a delegação;
- O líder não sabe o que quer;
- O auxiliar não consegue ver o quadro geral que lhe motivaria a aceitar mais trabalho;
- O auxiliar quer que seu líder fracasse".

(Muzio, Rubens)

A lista de respostas sobre as razões do fracasso da distribuição de tarefas são extensas. Os líderes com essas dificuldades levam um tempo para abrir mão de todo poder e perfeccionismo para entender que o ato de delegar funções é indispensável em um ministério, e acima de tudo BÍBLICO. Um texto bastante conhecido e prático que podemos extrair sobre a importância de dividir as responsabilidades é do diálogo de Moisés e seu sogro Jetro:
O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer”.

Sabiamente, o sogro de Móisés o aconselhou que dividisse as suas funções, pois o mesmo estava desgastando-se em vão e orientou que ele escolhesse com prudência homens confiáveis e capazes de ajuda-lo com o povo de Deus (v.21). O próprio Cristo sabia que poderia ir muito além distribuindo as tarefas com os seus discípulos. Ele mesmo enxergou capacidade em coletores de impostos e pescadores e os transformou em grandes oradores e pregadores da palavra. Quando se trata de igreja, o seu ministério não diz a respeito de você e sim do reino, e no reino fomos chamados para fazer discípulos!

É desafiador delegar funções não apenas pra si, mas pra todos aqueles que se envolvem com as novas responsabilidades, essas oportunidades motivam a participação ativa de cada componente. Quero expor algumas dicas importantes para que isso seja desenvolvido:

- Ore a Deus e trabalhe em sua percepção.
- AOS POUCOS, distribua pequenas responsabilidades para ver como vão ser realizadas.
-Seja flexível.
-Acompanhe de perto o futuro cooperador.
- Não se esqueça do feedeback para orientar e valorizar o seu liderado.
- Lembre-se: Distribuir as tarefas é completamente diferente de transferi-las!

Inclua em seus planejamentos pessoais a compreensão de que não podemos e não devemos fazer tudo sozinhos! Pois, o tempo todo estamos cercado de pressões, conflitos, decisões, programações etc. E inclua também no planejamento do ministério a necessidade de formar discípulos e treinar novas pessoas não apenas para cooperar com o ministério, mas também dar continuidade a obra se preciso for! Em Cristo e aprendendo com as escrituras precisamos crescer para melhorarmos em nossa capacidade de delegar funções e despertar potenciais para o reino!

Finalizo com as palavras de Muzio novamente: “A conscientização e correta aplicação da arte da delegação poderá ajudar você, meu amigo líder, a compartilhar sua carga ministerial, bem como sentir-se mais saudável física, emocional e espiritualmente. Experimente!

Kelly Gonçalves


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