sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Louvor, adoração e arte infantil: Cuidando do coração do pequeno artista.

Louvor, adoração e arte infantil: Cuidando do coração do pequeno artista.

Isso não é arte! Isso é arte! Pedofilia não é arte! NÃO a censura da arte! A criança não pode ser exposta ao contexto de nudismo! Arte é liberdade de expressão! Desliguem a televisão...
Quantas discussões estamos ouvindo no decorrer desses dias sobre arte, crianças, erotização, direitos, educação, etc. A impressão que tenho é como um vulcão, o Brasil está entrando em erupção! Alguns gritam: “Socorro, alguém socorre as nossas crianças!”. Essa nova cosmovisão está por todos os lados, nas escolas, nas famílias modernas, na mídia, na arte em geral, e até mesmo sendo infiltrada em nossas igrejas! O que faremos? Pra onde iremos? É certo manifestar indignação? O correto é silenciar e apenas orar? Qual é o meu papel como ministro (a)?
Bom, Moisés treinou Josué para prosseguir na liderança desde quando era menino, Elias preparou Eliseu para a assumir o ministério profético, Moisés após o mar vermelho cantou em gratidão a Deus instigando outros a adorarem juntos, assim como a profetisa Mirian na dança, e Jesus preparou 12 discípulos para dar continuidade à missão. Como na corrida com bastão, em que um atleta passa o bastão para o próximo a fim de chegar ao objetivo, assim somos nós! Temos um legado a deixar para a geração que está surgindo por ai! Multilada por distorções morais e bíblicas, os responsáveis somos nós os adultos que temos a incumbência de forma-las segundo a palavra de Deus, já dizia o sábio Salomão: “Ensina a criança o caminho que ela deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele” (Pv 22:6), isto é, ensino, formação, instrução, e aprendizagem!

  Segundo Vygotsky a criança para aprender precisa se comunicar, já Piaget entende que a criança aprende por aspecto biológico, genético e social em harmonia, e então vem Wallon priorizando as relações sociais pra o desenvolvimento da aprendizagem infantil; Seja por comunicação, pelo biológico em harmonia com o social, ou pelo convívio, o mundo infantil está absorvendo toda a ideologia moral, artística, e de gênero ensinada por todos os lados, pois existe muita comunicação, convívio, e família envolvida! O que sem perceber está sendo armazenado no subconsciente da criança, e isso refletirá em seu comportamento.
Nós, que trabalhamos com arte cristã (louvor, dança, teatro, fotografia, etc.) deixamos muito a desejar quanto a formação de crianças nessas áreas! Costumamos dizer: “Ele/ela tem essa vertente, mas vamos esperar ficar adolescente pra começarmos a trabalhar com ele/ela para entrar no ministério”. Há muita desvalorização quanto à formação ministerial infantil nas igrejas! Nem sempre nos prontificamos a ensiná-las sobre arte a luz do Criador, enquanto isso, sem referência, eles vão sendo preparados pelo mundo sob outra perspectiva artística que não é a do reino, reproduzindo danças, teatros, músicas, desenhos que defraudam os princípios Divino.
Muito além de manifestar uma indignação aos últimos acontecimentos relacionado a arte, é deliberar uma parte de si como ministro para capacitar ministerialmente crianças para o louvor e adoração, principalmente, na sua igreja, conscientizando o verdadeiro sentido da arte que é glorificar a Deus e torná-lo conhecido. Quantas crianças não expressaram interesse pelo seu tipo de ministério ao longo dos anos? Quantas não brilharam os olhos ao ver você cantar, tocar, dançar, atuar, etc.? E o que você fez por elas? Se começou a treiná-las... será que parou no meio do caminho?

Não dá mais tempo só para pensar, as escrituras nos ordena a ir e discípular outros (Mt 28:19). Que não sejamos egoístas ao ponto de focarmos apenas em nós e em nosso tempo! Que Deus nos ajude a sermos referência ao coração dos pequenos!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Nos bastidores: A consciência do artista cristão antes e depois dos holofotes.

Nos bastidores: A consciência do artista cristão antes e depois dos holofotes.

Em um curso de aperfeiçoamento vocal para cantores o qual eu estou participando, a convite da minha professora/Doutora foi uma psicóloga especializada em canto para interagir e palestrar com os alunos. Entre tantos conhecimentos absorvidos naquela noite algo que me fez refletir foi “...Antes da iniciativa de cantar, pelo menos uma meia hora antes prepare-se! Sente, respire, desprenda-se de tudo o que está lá fora, repense em suas intenções, se você é evangélico faça a sua oração, se não...tire um tempo para si para colocar sua cabeça no lugar, porque um comentário seja ele positivo ou negativo pode alterar toda a sua apresentação”.
Fato! trazendo para o contexto cristão, o antes e o depois em nossas ministrações dizem muito sobre as nossas pretensões ministeriais! Normalmente, chegamos ao lugar que vamos ministrar (seja no culto em nossas igrejas ou seja em outros ambientes) aquecemos a voz, afinamos os instrumentos, alongamos, vestimos o figurino e não sondamos os nossos corações.
A preparação começa nos bastidores e continua depois que voltamos aos nossos lares, porque trata-se de espiritualidade, trata-se de reino, trata-se de Deus.  Certa vez a filha de Herodias (Mc 6) através da sua dança conseguiu a cabeça do profeta. A sua consciência pecaminosa antes e logo após a dança matou a voz profética. Outra vez, um músico enquanto tocava veio o poder de Deus sobre o profeta fazendo-o transmitir a mensagem de vida Divina (2 Re3:15). A arte no reino tem o poder de servir de suporte tanto para morte quanto para a vida daqueles que estão a sua volta ou até mesmo daqueles que foram vocacionados a ela.
A conscientização do preparo espiritual e ministerial nos bastidores antes e depois das ministrações é preocupante! Pois é perceptível muitas vezes em nossas igrejas a cultura dos palcos no altar. Importando-nos muito mais com os ensaios do que com a espiritualidade! Importando-nos muito mais com o talento do que com o caráter! Importando-nos muito mais com o altar do que fora dele! Vida de oração, palavra e discipulado são recursos indispensáveis para a vida de todo artista cristão.
Como está o seu coração antes dos Holofotes? Os visitantes, a carreira ministerial, a perfeição do ensaio ou a falta dele, não podem alterar o louvor e adoração a Deus.

Como fica o seu coração após os Holofotes? Os elogios, as críticas, a imagem, a promoção espiritual não é sinônimo de que o seu louvor e adoração subiram aos céus, Reflita! Para finalizar, deixo essa oração que todos nós que estamos a frente deveríamos fazer com frequência:

A noite chegou,
As luzes estão sobre mim,
O microfone sobre minha mão.
Preciso entoar a canção.

Os acordes ensaiados,
Os instrumentos afinados,
A voz aquecida
O corpo alongado,
O figurino passado,
Será que conseguirei expressar corretamente a minha arte?

Que temor o meu de amar mais a minha canção do que a sua doce voz,
Que temor o meu de ofuscar a Tua glória por causa dos Holofotes.
Que temor o meu de ser aprovada por muitos e outra vez reprovada por Ti.

Esquadrinhas as pretensões das minhas canções.
Por vezes me colocas frente a espelhos revelando a arrogância do meu coração.
Liberta-me das prisões que há em meu ser,
Pois a Ti preciso retroceder.
A graça me fez entender que há profundidade no Teu conhecer.

A noite cessou. 
As luzes apagaram, 
os microfones desligaram .
Preciso cantar em oração.

Ai de mim se algum dia eu me esquecer de quem eu sou e quem Tu és em mim.
Ai de mim se algum dia eu me esquecer de sondar o meu coração.
Ai de mim se algum dia eu me esquecer de que aquilo que Tu falas sobre mim é muito mais significativo do que as palavras do ser humano.

Por isso, restabeleço as mãos decaídas, 
e os joelhos trôpegos;
Ajuda-me a caminhar por caminhos retos para os pés, 
para que não se extravie o que é manco; 
Antes seja curado.


Kelly Gonçalves

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A arte de servir: Servindo com arte!

A ARTE DE SERVIR: Servindo com arte!

Servir é uma arte que poucos artistas cristãos demonstram quando estão fora de suas demandas artísticas, e por vezes, até mesmo dentro de sua área de atuação ministerial. Quem nunca viu um músico recusar a cooperar com a limpeza da igreja por quê não é a sua tarefa? Quem nunca viu uma dançarina sentar e cruzar as pernas enquanto as demais desesperadamente estão maquiando e vestindo umas as outras? Quem nunca viu aquele famoso “adorador” negar de ir aos trabalhos de assistência social por quê não é o seu ministério?
A minha dúvida é: Servo ou empregado? Já dizia Willian Shakespeare “Ser ou não ser, eis a questão”. Eu estava pesquisando sobre a divergências entre ser servo e ser empregado, nesse estudo, percebi sem complexidades as diferenças conceituais e práticas desses vocábulos. Ser empregado é aquele que trabalha em troca de alguma remuneração, exige seus direitos, em caso de horas extras ou a realização de tarefas que fogem da sua alçada há sérias reclamações, o seu relacionamento com o seu patrão é apenas profissional, sem uma relação de amizade. Contudo, ser servo segundo o dicionário Aurélio  “É aquele que não dispõe da sua pessoa, nem de bens, homem dependente de um senhor, que presta serviço a algo ou alguém sob domínio”. Ou seja, aquele que serve sem ostentação. Na prática, alguém com disponibilidade em seu coração sob direção e domínio de alguém superior a si.

Embora sejamos convocados, biblicamente, a sermos servos, o próprio Cristo diz somos mais empregados do que servos quando trata-se de reino, porque “somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever” (Lc 17:10). Nesse contexto, Jesus diz que somos servos dispensáveis, porque apenas fizemos a obrigação que nos cabia realizar, ou seja, desmonta qualquer suposição de mérito que o ser humano pense ter.
Em um documentário do Hillsong, um dos líderes lindamente afirmou “subimos ao palco para servir”. É interessante acentuar que ter o coração de servo é compreender que o seu Senhor sobrepõe ao seu talento, pois, antes de sermos bailarinos, cantores, atores, desenhistas, músicos, na verdade e no reino somos convocados a sermos servos; Cada um de nós deve exercer o dom que recebemos para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas (1Pe 4:10). Qual é o seu talento? Sirva a Deus; Saiu da proposta ministerial que é a sua? Sirva a Deus; Por que estão ordenando? Não, porque você O ama, é servo e não empregado!
Parafraseando as palavras do Pr. Jonas Madureira, o principio de ser servo é compreender que tudo o que eu faço é pra Ele, não ceder as chantagens e emoções das vaidades humanas, não tentar tirar proveito do ministério a fim de promover o nome, porque a propósito o servo é justamente ser submisso ao seu senhor, a alegria do servo está apenas em cumprir o que o seu senhor ordena, e isso é o suficiente!

Seja qual for o seu dom, dentro ou fora do seu ministério sirva a Deus com alegria, para isso fomos chamados! como em uma apresentação de teatro que seguimos o roteiro e direção do diretor; Isso lembra-nos que no reino de Deus não é tão diferente! como servos bons e fiéis devemos estar atentos, a fim de que por graça consigamos seguir as escrituras e diretrizes a qual Ele tem para nós. SIRVA!

Kelly Gonçalves

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Ser intenso...Ser constante!

Ser intenso...Ser constante!

Ontem no feriado do dia 07 de setembro eu estive em uma conferência de jovens na igreja Batista e um pastor de Curitiba estava ministrando. Durante a sua pregação, o mesmo fez a seguinte declaração “Ser constante é muito mais importante do que ser intenso”, essa frase me fez refletir por algum tempo, porque pra mim foi descrito alguns ideais particulares que eu não conseguiria conceituar em apenas uma frase.
Ser intenso, ter vigor, ser energético em contexto de igreja nunca foi algo errado, mas a intensidade não pode ser desvinculada ao ser constante, pois a Espiritualidade não acaba as segundas-feiras após o evento. Não tem a ver com “esfriar a chama” se não fluir algo extraordinário todo mês na igreja, tem a ver com compreender que o mesmo Deus que opera nos congressos/conferências/Seminários é o mesmo Deus que se revela no secreto dos nossos quartos com a mesma paixão.
O rei Davi representa muito bem as duas figuras do ser intenso e ser constante, em II Samuel capítulo 07 presenciamos o plano delineado na cabeça do rei com o intuito de empreender um templo para agregar a arca da Aliança, contudo, o projeto fora anulado por Deus, a sua constância é revelada em sua oração a partir do versículo 18 após receber a resposta negativa ”...Tu conheces bem o Teu Servo, ó Senhor Deus”.
E se não houver novos empreendimentos? E se não houver eventos? E se tudo der errado no dia da conferência? E se você não ministrar? E se vier o dia mau e as tentações diárias? E se a sua referência de adorador/pregador falhar? Na segunda como você vai estar?
Nos últimos anos notam-se uma avalanche de movimentos gospel surgindo pelo Brasil carregando multidões apaixonadas vivendo de eventos em eventos, no entanto, por vezes, muitos não sobrevivem espiritualmente, porque são alimentados pelo vigor do acontecimento, mas nem sempre instruídos a luz da palavra com o fim de consolidar a fé para permanecerem constantes em Deus.

Paulo afirma: Seja FIRME E CONSTANTE, sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que o vosso chamado não é vão no Senhor (1 Co 15:58). O apóstolo também afirma nas cartas aos Efésios: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer INABALÁVEIS (Ef. 6:13).

Revistam-se das armaduras! Seja intenso sim, mas preocupem-se mais em ser constante. Somente Nele que seremos inabaláveis, somente Nele que teremos equilíbrio, Somente Nele que quando o vigor chegar ao fim permaneceremos fortes!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Uma dose de poemas!

UMA DOSE DE POEMAS!

Canta beija-flor
Os sons do oculto da Alma
Os segredos entoados apenas entre você e o seu criador.
Ele é quem conhece as razões por traz de cada acorde.
A cada canto da vida abra as suas asas, sem explicações,
Então, voe, voe, voe o mais alto que puder.
Cante, cante, cante quantas vezes quiser.
Vislumbre as maravilhas que vem do céu,
Não se importe com os demais pássaros, aparentemente, fora da gaiola, apenas cante,
Sua canção voltada à quem te formou liberta a si mesmo.
Beija-flor ouça as harmonias, e sem medo de errar salmodie, descubra-se!
O seu dono sangrando te trouxe a liberdade para cantar as gaiolas escondidas do seu coração.
Canta Beija-flor.
Por Kelly Gonçalves
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"A imensidão da Tua graça inunda o meu ser ofuscando o entendimento do Teu modo de agir.
És mais improvável do que o frescor da manhã que me cerca com refrigério.
És mais puro do que as águas correntes em meio a natureza.
É mais perfeito do que o pôr-do-sol em todo o seu delicado esplendor.
Mergulhar na profundidade de quem És contradiz quem penso ser!
Em tua soberania sou apenas como árvore plantada junto a água doce que ao seu tempo gera frutos e mantém as suas folhas belas segundo a palavra misericordiosa do Seu criador.
Quisera eu entender a razão do céu escurecer em dias de sol,
Quisera eu entender as oscilações das águas e dos ventos,
Quisera eu entender!
Mas hoje, só preciso entender quem És...Soberano Deus!


Por Kelly Gonçalves

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Bem vindo a um mundo de máscaras.
Hoje você pode ser o que quiser, 

exceto falar da verdade como ela é.
Aqui não julgamos o levita pois a letra mata!
Aqui quem dá mais (R$) recebe em dobro,

e quem dá menos é excluído do jogo.
Nesse encontro não aceitamos pecadores, 
somente os visíveis merecedores.
Coloquem as máscaras, 

Então, sorria, seja forte, acredite em você, grite santidade 
e sirva com superficialidade.
Em nosso mundo, o sistema é superior, 

o ser humano que pensa e argumenta é um possível opressor.
Em nosso mundo, o poder é um instrumento de valor, 

Fique perplexo! 
Porque aqui muitos acreditam com muito fervor. 
Bem-vindo ao mundo de máscaras!
Hoje você pode ser o que quiser, 

Exceto falar da verdade como ela é!

Por Kelly Gonçalves 




quarta-feira, 14 de junho de 2017

LOUVOR SUPERFICIAL: Quando a atmosfera de adoração sobrepõe à adoração pessoal.

LOUVOR SUPERFICIAL
Quando a atmosfera de adoração sobrepõe à adoração pessoal

Certo dia eu estava me preparando para ministrar louvor em mais um culto de domingo á noite, a ordem das músicas ensaiadas já haviam sido distribuídas aos músicos, a voz estava aquecida, os músicos afinavam seus instrumentos e passavam o som com o sonoplasta; logo após esses procedimentos fizemos a oração coletiva, tudo conforme  ordena o ritual de preparação de uma equipe de louvor. Quando deu o horário de iniciar o culto, abrimos com uma canção maravilhosa, contudo, as pessoas não externaram nenhum "movimento de adoração", aos meus olhos, pareciam apenas reproduzir as músicas entoadas naquele momento. Após uns minutos, voltamos para o segundo momento de louvor, pedi para levantaram os braços, fecharem os olhos, oscilei a voz e nada fluiu. Naquele dia fui pra casa em crise, questionando á Deus e me cobrando muito pelo ocorrido.
Diversos ministros de louvor irão se identificar com o estado o qual eu me encontrei por muitas e muitas vezes. Então, surgem as dúvidas: o que fazer quando a igreja não responde a ministração? Como reagir quando o louvor parece que não invadiu o coração das pessoas? Qual a estratégia ou metodologia para estimular um clima favorável de adoração?
Eis a questão, a superficialidade na adoração durante o período de louvor nos cultos tem atingido muitas igrejas. Peca a equipe de louvor que pensa que o problema está na resposta da igreja, pois Deus nunca nos chamou para “levar o povo á adoração”, Cristo é o sacerdote perfeito e suficiente pra isso, Deus nos convoca: “Louvem o nome do Senhor, pois ele mandou, e foram criados” (Sl 148: 5), ou seja, eu não vou a frente da igreja com melodias para estimular uma atmosfera de adoração, eu fui criada para adorar, e nesse caso, adorar juntamente com a congregação.

Após Israel presenciar um enorme livramento de Deus da escravidão Egípcia, Moisés e os Israelitas cantaram com toda a alma o livramento e esperança, Deus havia demonstrado o seu amor, cuidado e privilégio israelita conforme havia prometido. E a profetisa Mirian saiu dançando e a outras mulheres a seguiram, uma imensa forma de expressar a alegria que estava dentro delas (Êxodo 15). Apesar de Moisés ser o líder do povo de Deus e Mirian uma profetisa, os mesmos não se importaram em externar uma adoração superficial com o fim de instigar a congregação, ao contrário, em um ímpeto eles adoraram ao Senhor, e consequentemente, o ambiente foi contagiado por muita alegria e adoração, não por eles, mas pela presença de Deus.
Suspirar, fechar os olhos, estender as mãos, sorrir, bater os pés, dançar, bater palmas, olhos lacrimejados são expressões naturalmente ocorridas durante as canções nos cultos. A ideia do louvor e adoração na igreja, biblicamente, nunca foi estimular, reagir, utilizar estratégias e metodologias, ou criar uma atmosfera de louvor, mas viver uma adoração profunda independente se for no secreto ou aos holofotes  “Porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é Espírito; e importa que os seus adorares o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:23-24).

Portanto, quando você se sentir tentado a mecanizar a ministração de louvor para proporcionar uma atmosfera espiritual...Termine a canção, silencie, guarde o microfone, e em arrependimento ore a Deus para que seja criado em você um coração puro e também renovar por dentro um espírito inabalável (Sl 51:10). Mesmo que seja reprovado por muitos, mas por graça será amparado por Deus, pois um coração compungido e contrito ele não desprezará (Sl 51:17). O Abba se importa mais pelo que você é do que por aquilo que você faz, Ele se importa muito mais pela sua adoração pessoal do que pela atmosfera de adoração que poderá proporcionar a igreja.

Kelly Gonçalves

terça-feira, 4 de abril de 2017

(Série) Planejamento de um departamento de artes: DISCIPULADO!

(Série) Planejamento de um departamento de artes: Discipulado.

Na minha infância, eu escutava com frequência uma canção cujo nome é “Soldado ferido” do cantor Junior, pensando nesse personagem "o soldado" que a música narra, me veio a mente o treinamento que esses homens tem antes de irem a guerra. Pois, nenhum soldado é enviado em uma missão sem antes ser preparado em suas defesas e ataques contra os inimigos. 
Segundo os filmes, reportagens e amigos, esses guerreiros antes de irem a guerra são ensinados a utilizar as suas armas, as estratégias de guerra, recursos de sobrevivência, etc; se os que já são preparados para a guerra sofrem feridas, imagine aqueles que não sabem se quer segurar uma arma? Se não houver esse treinamento, dificilmente, sairão com vida do campo de batalha.
O discipulado é como esse treinamento, prepara o individuo a luz das escrituras para “serem fortalecidos no Senhor e na força do seu poder, pois quando vir o dia mau esses soldados permaneçam inabaláveis (Ef. 6:10, 13); O artista cristão que não é discipulado tem um crescimento espiritual superficial, já dizia John Stott “Crescimento sem profundidade”.
Alguns dizem que estamos vivendo no tempo de restauração ou o retorno das artes no contexto eclesiástico, como se o crescimento numérico dessa expansão artística fosse sinônimo de estar bem. Queremos ver os ministérios “abarrotados” de pessoas que se encontraram na arte cristã, porque é bonito! É belo! Atrai jovens! É uma evangelização visual! Mas, pouco fala-se de preparo antes de EXPOR esses artistas.
Ando percebendo que na mesma proporção que cresce o número de ministério de artes nas igrejas, cresce também o número de artistas cristãos rasos espiritualmente, sem conhecimento da palavra e discipulado. 
Já ouvi um líder das artes cristã que influencia muita gente dizer que “Não tem tempo para o discipulado, a pessoa entra no ministério precisa já estar pronto para a guerra”, diga-se de passagem que o recurso para adentrar em sua equipe são as audições técnicas, as espirituais são pouco valorizadas desde que o candidato seja um ótimo artista. De verdade, Preocupo-me com os seus seguidores, pois muitos formam pessoas para seguir a si mesmo e não a Cristo.

No livro “O discípulo radical” de John Stott diz: “Nada é mais importante para um discipulado cristão maduro do que uma visão renovada, clara e verdadeira do Jesus autêntico...Quanto mais pobre for o nosso conceito de Cristo, mais pobre será o nosso discipulado. E quanto mais rica for nossa visão de Cristo, mais rico será o nosso discipulado”.
O discipulado é fundamental em um departamento de artes, se você tem se importado mais com as ministrações do que ser ministrado, se você tem se importado mais com a técnica do que ter um discipulado sólido, se você como líder não tem aprofundado em seus estudos acerca da palavra para preparar a equipe, se você como líder tem feito com que seus liderados se pareça com você e não com Cristo, está incoerente com a palavra de Deus! O departamento será exposto, ou seja, irá para o campo de batalha e morrerão por falta de preparo espiritual, “Não deixe o soldado ferido morrer”.

Ao planejar os afazeres do departamento de artes da sua igreja, priorize o discipulado! Pois, Antes de qualquer ministério, Cristo nos chamou para sermos discípulos!

Kelly Gonçalves

domingo, 26 de março de 2017

Uma oração...Uma canção!

UMA ORAÇÃO...UMA CANÇÃO

A noite chegou,
As luzes estão sobre mim,
O microfone sobre minhas mãos.
Preciso entoar a canção.
Os acordes ensaiados,
Os instrumentos afinados,
A voz aquecida,
Será que conseguirei cantar corretamente a melodia?
Que temor o meu  de amar mais a minha canção do que a sua doce voz.
Que temor o meu de ofuscar a Tua glória por causa dos Holofotes.
Que temor o meu de ser aprovada por muitos e outra vez reprovada por Ti.
Esquadrinhas as pretensões das minhas canções.
Por vezes me colocas frente a espelhos revelando a arrogância do meu coração.
Liberta-me das prisões que há em meu ser,
Pois a Ti preciso retroceder.
A Graça me fez entender, 
que há profundidade no Teu conhecer.
A noite sessou,
As luzes se apagaram,
Os microfones desligaram.
Preciso cantar em oração.
Ai de mim se algum dia eu me esquecer de sondar o meu coração,
Ai de mim se algum dia eu me esquecer de quem eu sou e quem Tu és em mim,
Ai de mim se algum dia eu me esquecer de que aquilo que Tu falas sobre mim é muito mais significativo do que as palavras do ser humano.
Por isso, restabeleço as mãos decaídas,
E os joelhos trôpegos;
Ajuda-me a caminhar por caminhos retos para os pés,
Para que não se extravie o que é manco;

Antes seja curado.

Kelly Gonçalves

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

(Série) Planejamento de um departamento de artes: ENSAIOS

(Série) Planejamento de um departamento de artes: ENSAIOS


Os ensaios, sem dúvidas, são essenciais para qualquer equipe de arte, são neles que treinamos pessoas, repassamos os conteúdos produzidos em casa, utilizamos senso crítico para acentuar o que está bom e o que precisa ser melhorado, realizamos devocionais, e principalmente as limpezas técnicas das peças, dos acordes, das divisões de vozes, da coreografia, entre outros fatores.
Percebe-se claramente quando um departamento é desorganizado quanto a essas importante questões ministeriais, quando nota-se muita insegurança entre os componentes na ministração, ausência de sincronia, passam os dias, meses e algumas vezes até anos e as repetições continuam, ou seja, existe comodidade no crescimento técnico do ministério. Assim, como é perceptível um departamento que visa os ensaios, quando nota-se naturalidade, fluidez, sincronismo e segurança entre os componentes. 
Algo que tem ocorrido com frequência em muitos departamentos de artes gerando uma série de problemas e má formação no ministério é o excesso de ensaios exigido por algumas lideranças, pois ensaios diários para quem não vive integralmente da área tornam-se exaustivos e desgastante, e mesmo sem o componente perceber, por vezes tiram a prioridade daquilo é primordial, pois há vida fora das quatro pareces de uma igreja, estúdio, ou academia, ou seja, há relacionamento com Deus, há família, há estudos, há trabalho secular, etc. 
Sim, existem períodos que exigem ensaios extras devido a uma apresentação que se aproxima; Sim, "para Deus precisamos oferecer o melhor"; Sim, esforce-se, mas lembre-se que Deus não quebra seus próprios princípios estabelecidos nas escrituras, há uma escala de prioridades. 
Outro extremo, é a escassez desses ensaios, embora possam haver muitas divergências entre os horários dos integrantes, isso não pode justificar a falta desses ensaios ou até mesmo aqueles ensaios em cima da hora da ministração, ter uma disciplina de horários para se dedicarem exclusivamente a eles coopera para o próprio crescimento da equipe.
Esse equilíbrio entre muito ou pouco ensaio precisa partir dos coordenadores do ministério, não é fácil para o famoso "perfeccionista" assim como para aquele que aprendeu desde que se converteu que "é eficaz deixar fluir pois o estudo mata a espiritualidade". 




Sendo assim, como ter esse equilíbrio nos ensaios? Como é de costume, iremos pontuar para deixar mais claro.
1) Tenha um dia e horário fixo.
2) Limite o tempo dos ensaios, ex.: 1 hora, 2 horas, 3 horas de ensaio.
3)  Avise com antecedência sobre os ensaios extras.
4) Calcule no limite de horário os minutos que precisará ter para a devocional, aquecimento, e limpeza técnica ocorridos durante esse tempo.
5) Quando estiver no ensaio, o tenha como foco! Não permita que problemas pessoais afetem a sua produtividade nesse importante período. 
6) Desligue o celular.
7) Dê uma folga de vez em quando para a equipe.
8) Glorifique a Deus.
Acima de qualquer técnica ocorrida durante os ensaios, faça do mesmo um momento de adoração a Deus, muitos pensam que a ministração inicia no culto, mas não, nos ensaios Jesus se faz presente e sonda os nossos corações e pretensões, permita-se ser ministrado ali também. Finalizo com as palavras do Apóstolo Paulo: "Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai (Cl 3:17)

Kelly Gonçalves

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

(Série) Planejamento de um departamento de artes: DELEGANDO FUNÇÕES!

(Série) Planejamento de um departamento de artes: DELEGANDO FUNÇÕES!

No decorrer dos anos que atuo na área de artes na igreja, tenho me deparado com vários tipos de líderes, mas confesso, que o que mais me preocupa são aqueles que têm a famosa síndrome de "super-homem", são perfeccionistas e trabalhadores compulsivos, esses líderes costumam confiar apenas em seu trabalho, ou seja, tem o controle do departamento totalmente centralizados em si. O medo de perder o domínio de cada detalhe do ministério e não obter os resultados com a perfeição que exigi geram esses conflitos em dividir ou não as funções da equipe. Rubens Muzio vai afirmar:

"Em muitos cursos que ministro, faço duas perguntas aos participantes:
1º) Por que as pessoas não gostam de delegar tarefas?
- O líder não sabe como delegar;
- O líder não sabe o quê delegar;
- O subordinado é incompetente;
- O líder está preocupado com a possibilidade de o seu subordinado o obscurecer;
- O líder pode fazer melhor;
- O líder pode fazer mais rápido;

- O líder está inseguro quanto às suas responsabilidades;
- O líder não pode assumir o risco de que o seu auxiliar fracasse na tarefa;
- O líder não tem mais nada a fazer;
- O líder tem um complexo de “super-homem”, é um workaholic, trabalhando compulsivamente;
- O líder não tem clareza quanto aos seus objetivos;
- O líder não consegue olhar para o quadro geral.
2º) Por que as pessoas não gostam de aceitar as tarefas delegadas?
- O líder vai acabar ficando com o crédito;
- O auxiliar não é recompensado por uma tarefa bem realizada;
- O auxiliar tem medo de errar e medo de que isso cause a perda do seu emprego;
- A tarefa delegada é insignificante e não traz desafios;
- Nada vai acontecer se o subordinado não realizar a tarefa;
- O líder não sabe como delegar;
- O auxiliar não recebe a autoridade necessária para completar a tarefa;
- A delegação só faz aumentar a carga de trabalho;
- O auxiliar não compreende a delegação;
- O líder não sabe o que quer;
- O auxiliar não consegue ver o quadro geral que lhe motivaria a aceitar mais trabalho;
- O auxiliar quer que seu líder fracasse".

(Muzio, Rubens)

A lista de respostas sobre as razões do fracasso da distribuição de tarefas são extensas. Os líderes com essas dificuldades levam um tempo para abrir mão de todo poder e perfeccionismo para entender que o ato de delegar funções é indispensável em um ministério, e acima de tudo BÍBLICO. Um texto bastante conhecido e prático que podemos extrair sobre a importância de dividir as responsabilidades é do diálogo de Moisés e seu sogro Jetro:
O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer”.

Sabiamente, o sogro de Móisés o aconselhou que dividisse as suas funções, pois o mesmo estava desgastando-se em vão e orientou que ele escolhesse com prudência homens confiáveis e capazes de ajuda-lo com o povo de Deus (v.21). O próprio Cristo sabia que poderia ir muito além distribuindo as tarefas com os seus discípulos. Ele mesmo enxergou capacidade em coletores de impostos e pescadores e os transformou em grandes oradores e pregadores da palavra. Quando se trata de igreja, o seu ministério não diz a respeito de você e sim do reino, e no reino fomos chamados para fazer discípulos!

É desafiador delegar funções não apenas pra si, mas pra todos aqueles que se envolvem com as novas responsabilidades, essas oportunidades motivam a participação ativa de cada componente. Quero expor algumas dicas importantes para que isso seja desenvolvido:

- Ore a Deus e trabalhe em sua percepção.
- AOS POUCOS, distribua pequenas responsabilidades para ver como vão ser realizadas.
-Seja flexível.
-Acompanhe de perto o futuro cooperador.
- Não se esqueça do feedeback para orientar e valorizar o seu liderado.
- Lembre-se: Distribuir as tarefas é completamente diferente de transferi-las!

Inclua em seus planejamentos pessoais a compreensão de que não podemos e não devemos fazer tudo sozinhos! Pois, o tempo todo estamos cercado de pressões, conflitos, decisões, programações etc. E inclua também no planejamento do ministério a necessidade de formar discípulos e treinar novas pessoas não apenas para cooperar com o ministério, mas também dar continuidade a obra se preciso for! Em Cristo e aprendendo com as escrituras precisamos crescer para melhorarmos em nossa capacidade de delegar funções e despertar potenciais para o reino!

Finalizo com as palavras de Muzio novamente: “A conscientização e correta aplicação da arte da delegação poderá ajudar você, meu amigo líder, a compartilhar sua carga ministerial, bem como sentir-se mais saudável física, emocional e espiritualmente. Experimente!

Kelly Gonçalves


domingo, 1 de janeiro de 2017

(Série) Planejamento de um departamento de artes: CALENDÁRIO

(Série) Planejamento de um departamento de artes: CALENDÁRIO

Inicia-se mais um ano com novas perspectivas ministeriais, novos objetivos, algumas mudanças, e um pouco mais de maturidade para lidar com questões do departamento de arte na igreja. Nesse inicio de ano, geralmente, os líderes começam a planejar os possíveis acontecimentos do ano juntamente com a sua equipe, as datas para as possíveis ministrações, as comemorações, algum trabalho extra que o ministério vai precisar marcar presença.
Pensando nisso, o meu intuito é expor um planejamento básico e eficaz para que o ministério de artes desenvolva as suas tarefas eclesiásticas com organização além de evitar uma série de conflitos com datas entre o ministério, o líder e os liderados.

Um item necessário, e que sim, deve ser posto em prática é o CALENDÁRIO do departamento, alguns optam por um calendário semestral e outros optam por um anual, seja como for, é relevante tê-lo impresso e esclarecido nas mãos do líder e do liderado, vou pontuar algumas razões pelas quais eu acredito que todo ministério deve ter um calendário:
1º Os componentes do ministério irão se organizar ANTECIPADAMENTE quanto às datas, programando a sua vida pessoal com a ministerial.
2º Irá evitar desculpas ou conflitos acerca da data em caso de avisos de ministrações em cima da hora, afinal já era algo combinado desde o inicio do semestre.
3º Demonstra organização do departamento.
O calendário é uma ferramenta que irá trazer uma linha de orientação para o ministério.  Existem pontos importantes que devem ser pensados nesse processo de elaboração do mesmo, como:
1) Consulte a programação da sua igreja e também dos outros ministérios para não colidir com a programação da equipe. 
2 )      Não faça sozinho, reúna com as demais pessoas que auxiliam na direção do ministério.
3)    Avise aos demais líderes dos outros ministérios que se for precisar do departamento de arte para as suas comemorações ou trabalhos eclesiásticos avisar pelo menos dois meses com antecedência.
4) Seja especifico ao marcar os acontecimentos do ministério no calendário, exemplo: Dia de devocional, apresentações, evangelismos, confraternizações, congressos, etc.
 5)   Seja humano e acrescente dias de férias para o departamento de artes.
6)  Encomende um calendário formal (como o da foto) para cada componente do ministério já com as informações marcadas.
É obvio que acontecem imprevistos no decorrer do semestre, e como líderes ou liderados não podemos ser tão sistemáticos ao ponto de não relevarmos isso. Mas, manter a consolidação do planejamento é fundamental até mesmo para trazer segurança e honrar aqueles componentes do ministério que decoraram o texto pra peça, ensaiaram a coreografia em casa, tiraram a música em horários de descanso, fizeram ensaios extras para a ministração de determinada data, etc.
Portanto, o planejamento de um departamento de artes requer um calendário, pois o mesmo produz motivação e mobilização daqueles que se envolvem nesse contexto. Essa é uma das dicas de organização de um departamento de artes. Só mais uma coisa: “Não se esqueça de que todo calendário ministerial antes de tudo é construído abaixo de oração e direcionamento Divino”. 

Kelly Gonçalves
Feliz ano novo!